História Igreja Nossa Senhora da Luz A dos Cunhados | Praia de Santa Cruz
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Cultura & Etnografia - História e Estórias- A Igreja de Nossa Sra da Luz

Memorial Histórico:
Igreja de Nossa Senhora da Luz em A dos Cunhados

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Luz, situa-se na entrada Oeste de A dos Cunhados e tem a fachada frontal voltada para o Parque Verde desta vila.

Em 1570, um grupo de moradores de A dos Cunhados e Sobreiro Curvo faz um contrato pelo qual se obrigavam a construir e a manter, à sua custa, uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Luz, cujo terreno, situado junto à estrada que ligava A dos Cunhados ao Sobreiro Curvo, fora doado por uma certa Margarida Dias, viúva, aí residente. Obtida a necessária licença do bispo diocesano, a ermida já estava construída em Janeiro de 1572. De uma só nave e com um único altar, de pedra, «bem forrada e guarnecida», seria elevada ao estatuto de igreja paroquial a 15 de Dezembro de 1581, devendo datar de pouco depois a aquisição da pia baptismal ainda hoje existente e a construção do alpendre junto à porta principal.

Atraindo doravante a atenção dos moradores mais abastados da terra, a igreja sofre inúmeros melhoramentos.
Com efeito, os assentos de óbito transcritos pelo Padre Fialho relativos aos anos de 1584 a 1614 comprovam, para este período, a existência de um pequeno campanário e, além da capela-mor, onde estava a imagem da padroeira, a construção de dois altares laterais, dedicados, um a Santa Catarina e S. Sebastião (do lado da Epístola) e outro a São Bento e Santa Isabel (do lado do Evangelho). A sacristia estava situada do lado do Evangelho, como a actual, mas era mais pequena. Do lado oposto, dando luz para o altar-mor, abria-se uma pequena fresta, substituída, no séc. XVIII, pela janela que dá actualmente para a sala das sessões, então inexistente.

Desde o princípio, a ermida teve duas portas: a principal ou do alpendre e uma lateral, para nascente, dita do sol, onde se deveria situar também o relógio de sol ainda hoje existente, cuja data não nos foi possível verificar. Ao corpo do edifício juntava-se o adro, começado a construir-se a 5 de Setembro de 1586.

No corpo da igreja abriu-se, no século XVII, uma capela lateral dedicada a S. Miguel, dita também das Almas ou do Neto.
Instituída por Margarida Álvares, viúva, moradora em A dos Cunhados, a 1 de Novembro de 1648, seria depois doada à igreja pelo seu último administrador, Julião Neto, consumando-se a referida dádiva a 18 de Janeiro de 1792.

Pouco depois da fundação desta capela, estavam já completadas as obras de embelezamento do novo espaço, datando o revestimento de azulejos de 1656. Data igualmente do 1º quartel desta centúria um primeiro entalhamento da capela-mor, a expensas .de Diogo de Teive, cónego prebendado da Sé de Lisboa e fidalgo da Casa Real, morador em A dos Cunhados, que se faria enterrar nessa mesma igreja. Ainda hoje se conserva a respectiva inscrição sepulcral. Uma outra doação, feita por volta de 1633, acabou por ser utilizada na construção de uma "capela" para a pia baptismal, já separada do resto da nave por uma grade em 1666.

Não é certo que o actual revestimento de azulejos aí existente lhe pertencesse, mas a inscrição, incompleta, aí conservada, atesta de novo o patrocínio do cónego Diogo de Teive. Como propõe J. M. dos Santos Simões, é provável que date de 1636 o revestimento em azulejos de todo o corpo da igreja, depois reaplicados nas naves laterais com as obras de ampliação levadas a efeito no tempo de Mons. Fialho.

Também em Seiscentos se deu o lajeamento da igreja, já concluído em 1673, segundo informação de uma visitação então realizada.

O século XVIII marca uma nova e importante campanha de melhoramentos. Com efeito, em 1743, concluía-se um conjunto significativo de obras na capela-mor, incluindo a colocação de um novo altar, que o próprio pároco, o Padre António Duarte, sagrou, após obter a necessária licença do Patriarca de Lisboa. Datáveis desta altura são os azulejos, o retábulo e o trono em talha e, talvez, as duas janelas que substituíram a pequena fresta já referida, tudo na capela-mor, bem como a talha dos altares laterais, conjunto que ainda hoje se conserva. Provavelmente, é de situar nesta época também a construção de um coro, cujo acesso se dava pelo lado direito da nave.

Em 1758, nas célebres Memórias Paroquiais, o mesmo pároco descrevia a igreja com «quatro altares, a saber o Altar mor, que he devidido de hua Tribuna, em cuja entrada esta o sacrario, em trono da dita, a Imagem de Nossa Senhora, e em dois nichos, que tem São Sebastião, e São Francisco, este a parte direita, aquelle a parte esquerda, e tem o dicto Altar a banqueta ornada com sua crus, e seis castiçais. E tem dois Collaterais, o da parte direita de Nossa Senhora do Rozario; e o da parte esquerda de Nossa Senhora da Conceição, e a parte esquerda deste esta hua Capella interior, que tem o quarto Altar, que he de São Miguel. Não tem naves».

A centúria de Oitocentos introduz sobretudo alterações nos anexos à igreja. Deste modo, em 1882 ou 1883 é construída, à direita da capela-mor, a "sala das sessões" e, neste último ano, iniciam-se as obras na antiga sacristia. Alguns melhoramentos, no entanto, atingem também o templo: a capela-mor é alteada em 1883, de modo a acompanhar o resto da igreja; a capela de S. Miguel é estucada, dourada e ladrilhada entre 1892 e 1897, passando provavelmente nesta altura a desempenhar as funções de capela do Santíssimo, após a extinção da Confraria das Almas, que até então cuidara do respectivo altar; o tecto da igreja é pintado durante o ministério do Padre Julião Soares (1842-1864) e novamente retocado em 1869; finalmente, a imagem da Senhora da Luz é restaurada entre 1864 e 1872.

Mas é com Mons. Fialho que se introduzem profundas modificações na estrutura do templo. Sob a sua direcção decorrem, entre Julho de 1928 e Janeiro de 1933, grandes obras de ampliação da igreja, aumentando-lhe a profundidade e alargando-a para três naves. Para esse efeito, aproveita-se, à direita, o espaço ocupado anteriormente pelo alpendre e pelo acesso ao coro e, à esquerda, a antiga casa de arrumações; a capela baptismal é deslocada mais para o fundo e cria-se um novo acesso ao coro e à sacristia. Seguindo o projecto delineado por A. Gomes Leal, as naves passaram a estar divididas por grossas colunas, criando-se ainda um novo altar lateral, com a imagem de Nossa Senhora de Fátima, a que se acrescentaria, já sob o ministério do Padre José dos Ramos Pereira, em 1954, uma coroa em talha com a legenda "Regina Mundi", em recordação do ano mariano que então findava.

A Igreja de Nossa Senhora da Luz na actualidade...

 

Texto: Lucinda Rosa Pereira da Silva - João Luís Inglês Fontes
Fotografias: APM
Publicado em 09-Mai-2007
Actualizado em

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