História Ruínas do Convento Velho de Penafirme | Praia de Santa Cruz
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Cultura & Etnografia - História e Património - Convento Velho Penafirme

Ruínas do Convento Velho de Penafirme

Sob este nome se designam actualmente os vestígios do antigo convento de Penafirme, começado a construir logo após a reforma da província portuguesa da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, provavelmente em 1547, e abandonado definitivamente após o terramoto de 1755. Construído em espaço contíguo ao modesto Complexo conventual medievo que, em parte, senão totalmente, foi destruído para aproveitamento dos materiais de construção para o novo edifício (aspecto que só futuras escavações arqueológicas poderão esclarecer), o complexo conventual quinhentista acabou por sucumbir face ao avanço das areias e aos efeitos do terramoto. Tal como acontecera com o antigo convento medieval, também a este os frades recorreram para engrossar as reservas de cantaria, pedra e tijolos necessárias para a construção do novo convento, situado mais a sul, iniciada em 1735 e retomada, quase ab initium, após o terramoto. Delapidações mais recentes, aliadas à utilização nem sempre respeitosa deste espaço, à erosão e ao depósito de entulho nas suas imediações, vieram deteriorar ainda mais o já pouco que resta do antigo convento. Isto apesar de, desde 1990, este conjunto ter sido classificado como Imóvel de Interesse Público.

Deste complexo arquitectónico são ainda visíveis vestígios do muro que o circundava, da igreja e de diversas dependências conventuais (das quais se reconhecem a sacristia, o claustro e as celas). No lado sul do convento encontram-se vestígios de um possível canal (onde se identificam restos de cerâmica vidrada) que transportaria água para o edifício. O convento é provido de blocos de cantaria em todos os seus cantos. De planta longitudinal composta, o complexo é formado por dois corpos distintos, um orientado de oeste para leste (igreja) e outro orientado de norte para sul (celas).

A igreja conventual foi terminada em 1638 e alvo de importantes melhoramentos desde o primeiro quartel do século XVIII. Dela provêm a imagem da Senhora da Graça conservada na actual igreja de Penafirme e o sepulcro de Fr. João de Estremoz, aí sepultado em 1507 ou 1517. O templo é de nave única com cabeceira quadrangular sem transepto. Quer na nave quer na cabeceira existem vestígios de coberturas: abóbada de berço sem marcação de arcos torais no caso da nave e abóbada de arestas no caso da cabeceira, permanecendo ainda duas das mísulas de cantaria onde assentariam os arranques da abóbada. Nota-se na parede frontal da cabeceira a existência de um orifício que poderia ser de um óculo, provavelmente redondo e emoldurado por cantaria, do qual hoje não restam vestígios. Na parede sul da cabeceira persiste ainda uma outra janela rectangular, na qual se podem observar orifícios redondos, talvez devidos a gradeamentos. Na nave, na parede sul, assinala-se a existência de três janelas rectangulares: a primeira insere-se num arco de volta perfeita e, tal como a segunda, só em parte é emoldurada por cantaria; a terceira, mais pequena, tem a moldura completa. Subsiste ainda nesta parede parte de um arco de volta inteira também emoldurado por cantaria; na parede norte, encontra-se ainda o arranque de um arco de volta perfeita em cantaria correspondente à primeira janela da parede sul.

A norte da cabeceira descobre-se uma estrutura rectangular, sem janelas visíveis, bastante mais baixa que o arranque das abóbadas da cabeceira, possivelmente a antiga sacristia, onde se identifica bastante claramente o arranque de uma abóbada de berço. No lado de fora da parede norte da nave da igreja reconhecem-se os arranques de cinco abóbadas de aresta que faziam parte de um edifício que devia ser mais baixo que a nave da igreja, identificável com o claustro. As abóbadas encontram-se agrupadas em três grupos: dois com duas abóbadas e um que se acha entre estes dois e que é separado deles por dois arcos torais, dos quais se notam ainda os arranques.

No corpo orientado de sul para norte, correspondendo às celas, nota-se, ainda de pé, uma parede com a respectiva empena de uma construção dividida em dois andares. O andar inferior, cujo pavimento se encontra coberto de areia, está dividido em três compartimentos, sendo qualquer deles coberto por abóbadas de berço. Cada um destes compartimentos dispunha de uma porta ou janela tendo o compartimento central, por cima dessa porta ou janela, um pequeno óculo. No andar superior, também dividido em três compartimentos, só o central é abobadado. Cada um dos compartimentos compreende uma janela rectangular; o compartimento central, por cima dessa janela, possui uma outra mais pequena.

Os Eremitas de Santo Agostinho e o Convento Medieval ...

 

Texto: Lucinda Rosa Pereira da Silva - João Luís Inglês Fontes
Fotografias: Artur Henriques
Publicado em 16-Mai-2007
Actualizado em

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