História O Dia-a-Dia na Estância Balnear | Praia de Santa Cruz
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Cultura & Etnografia - História e Estórias - A Estância Balnear

História: O Dia-a-Dia na Estância Balnear

Desde Julho até princípios de Outubro decorria a época balnear. Quanto à vida da praia nos primeiros tempos, ocupavam-se os dias, como em outros locais, com passeios e piqueniques, sempre em grande número, ou em pequenas viagens de barco, como em Porto Novo, quando as atenções não se encontravam viradas para a pesca e apanha do mexilhão. Os banhos foram-se impondo também nos hábitos dos veraneantes, apesar dos fatos de banho de encontrarem bem longe dos actuais, razão que explica o escândalo causado por uma mulher que, em 1929, ousou banhar-se em maillot.

Este quotidiano fugia, de vez em quando, à monotonia dos dias, com acontecimentos de maior vulto, jogos e provas desportivas – masculinas e femininas –, arraiais e quermesses, momentos sempre de grande atracção.

As noites eram de muita animação. Em 1903 Francisco Maria Bacelar mandou construir um salão, ponto de encontro da “sociedade” da praia de Santa Cruz, transformando o local, em 1917, num casino, principal polo de atracção até 1926, aquando da inauguração do novo casino-restaurante, pertencente à Sociedade Progresso de Santa Cruz Limitada. Aí realizavam-se bailes, onde “se dava à perna”, ao som do piano ou do gramofone, com música fornecida por jazz-bands, e os bailes organizados à americana.

Em 1913, a colónia balnear organizava-se para o teatro. E em 1928, institucionalizava-se o cinema, instalado pela Empresa Cine-Salão, depois de algumas sessões ocorridas ao ar livre, já em 1917.

Outros, fugindo ao bulício, reuniam-se no café, espaço de conversa banal, mas também de jogo, sobretudo o bilhar. Local principalmente frequentado pelos homens, porque só os frequentavam as mulheres da má vida, sendo excepção A Brazileira, café em Torres Vedras, que podia atender damas, servidas por respeitáveis senhoras, como noticiava A Vinha de Torres Vedras, de 22 de Julho de 1915.

Hoje, diferente de outros tempos, porque a aldeia cresceu, continua a ser um destino apetecível e descoberto diariamente.

 

 

Texto: Carlos Guardado da Silva
Fotografias: Artur Henriques & Arquivo da Biblioteca Municipal de Torres Vedras
Publicado em: 2-Fev-2006

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A ida a banhos: a ousadia dos fatos de banho no início do Séc XX
     
   
   
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