História O Desenvolvimento Urbano | Praia de Santa Cruz
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Cultura & Etnografia - História e Estórias - O Desenvolvimento Urbano

Santa Cruz: O Desenvolvimento Urbano

(...) Passamos junto de alguns pinhaes, e chegamos a Santa Cruz, logar formado por algumas casas antigas, e bastantes modernas. É a praia balnear de Torres Vedras. Pessoas abastadas da villa e de logares proximos aqui mandaram construir vivendas, nas arribas de ar lavado pela brisa do Atlantico. A praia é bonita; uma fita de areia branca, de brando declive, abrigada pelas escarpas não muito altas, de aspecto severo, formadas pelas rochas de colorido variado.
Um grande rochedo alteroso destaca na praia. Foi accessivel em tempo, porque ainda se observa a certa altura um lanço de escada talhado na rocha; mas as vagas esboroam a base». Assim descrevia Gabriel Pereira a aldeia e a praia de Santa Cruz num passeio que aí fizera, no dia 27 de Setembro de 1905.

Mas já, em 1843, a aldeia de Santa Cruz registava cerca de três dezenas e meia de habitantes, se ao povoado juntarmos os dois fogos existentes no Pizão (de Penafirme). O número mantinha-se sensivelmente o mesmo em 1862, com a soma das sete “almas” que viviam no Casal d’Azenha, e os vinte e sete habitantes de Santa Cruz e Pizão.

Com pouco mais de meia dúzia de casas espalhadas pelo areal, a praia de Santa Cruz manteve um aspecto pitoresco ao longo da segunda metade do século XIX, somando, já em 1911, sessenta e duas pessoas, tendo-se elevado a dez o número das habitações.
Desde então, Santa Cruz desenvolveu-se enquanto estância balnear, tendo aumentado para 157 pessoas/168 fogos, em 1940. Um número de habitações aproximado ao das pessoas, o que se explica pelo facto da maioria daquelas funcionarem como segundas moradias, como refere Gabriel Pereira, tendo por proprietários membros das elites torrienses de finais do século XIX e inícios do século XX.

Para o seu desenvolvimento turístico contribuiu, a partir dos anos vinte do século passado, a Comissão de Iniciativa das Termas dos Cucos e Praia de Santa Cruz, tendo apoiado o «alargamento da ponte dos Caixeiros, na estrada da Praia de Santa Cruz», com duzentos escudos, cuja necessidade se explica devido ao aumento do tráfego, sobretudo nos meses de Julho a Setembro. A mesma Comissão levou a efeito um concurso de embelezamento da Riba Amarela (junto à Praia Formosa), em 1931, tendo vencido o Eng.º Teófilo Leal de Faria. Concurso este que esteve na origem da construção da balaustrada e respectivos varandins, assim como a escada da Riba Amarela para a Praia Formosa, nos anos de 1931-32 e, no ano seguinte, o alargamento do pequeno porto de desembarque em Santa Cruz, na Praia Formosa.

É nesta altura que assistimos ao primeiro grande crescimento da aldeia e do número de veraneantes, tendo a Comissão de Iniciativa tabelado os preços dos automóveis (de praça), na viagem entre a vila de Torres Vedras e Santa Cruz: «de três lugares, vinte e cinco escudos; de quatro lugares, trinta e cinco escudos; de seis lugares, quarenta e cinco escudos». Ao mesmo tempo, e desde 1928, as «carreiras de camionagem» asseguravam também as ligações. Em 1931, ainda, iniciava-se a construção da ligação telefónica com a vila de Torres Vedras.

 

 

Texto: Carlos Guardado da Silva
Fotografias: Artur Henriques & Arquivo da Biblioteca Municipal de Torres Vedras
Publicado em: 2-Fev-2006

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