História A Ermida de Santa Helena | Praia de Santa Cruz
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Cultura & Etnografia - História e Estórias - A Ermida de Santa Helena

Santa Cruz: A Ermida de Santa Helena

Purificada pelo sofrimento, Helena recebeu o baptismo, talvez em 307. Quando a vida já ia longa, visitou, em peregrinação, os lugares santos. Na subida ao monte Golgota, onde se havia construído um templo a Venus, mandou derrubá-lo e procurar aí a cruz onde Jesus morrera, tendo sido encontradas três. Conta a tradição que uma era a de Jesus, identificando-se, desde então, Santa Helena com Santa Cruz.

A esta identificação se deve a pequena capela de Santa Cruz de Ribamar, que remontará à Baixa Idade Média, cerca dos séculos XV-XVI, de invocação a Santa Helena. O actual edifício data do século XVIII, em local mais recuado que o anterior, uma vez que a primitiva ermida se terá desmoronado na arriba do mar.

A sua existência deve-se, muito provavelmente, à presença dos Eremitas de Santo Agostinho, do mosteiro de Nossa Senhora da Graça de Penafirme, de quem a ermida dependeria. Pois aos Eremitas se deve um forte contributo na manutenção do culto a Santa Helena. No fundo, as suas preocupações iam ao encontro da das da Santa, quando permaneceu na Palestina, no fim da sua vida, servindo a deus, na oração e na caridade, cuidando dos doentes e alimentando os pobres. Funções espirituais, mas também de assistência, porque ambos os caminhos são possíveis. Por isso mesmo, os Eremitas elegeram a pobreza, a humildade, a caridade, a assistência e o recato no olhar, como princípios de espiritualidade, numa observância mútua, procurando a purificação, permitindo que cada um pudesse ser um exemplo de santidade.

É neste paraíso que os pergaminhos quinhentistas referem a existência de umas azenha, «perto de S. Gião, a Santa Cruz de Ribamar», registando o nome do lugar. Todavia, o lugar continuou, durante séculos, quase deserto, como despovoado era grande parte da região litoral. Anos e anos o mar dançou aqui, longe dos olhares dos homens, lançando mantos de espuma sobre o areal, num vai e vem, vezes e vezes, repetido.

 

 

 

Texto: Carlos Guardado da Silva
Fotografias: Artur Henriques & Arquivo da Biblioteca Municipal de Torres Vedras
Publicado em: 2-Fev-2006

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Representação em azulejo da Azenha de Santa Cruz
A Capela de Santa Helena e o monumento a Antero de Quental
     
   
   
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