História Santa Cruz de Ribamar | Praia de Santa Cruz
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Cultura & Etnografia - História e Estórias - Santa Cruz de Ribamar

Santa Cruz de Ribamar

A existência de uma pequena ermida de invocação a Santa Helena erigida nas arribas da praia (Ribamar), na Idade Média, está na origem do nome da povoação. Pois foi Helena, segundo a tradição, a santa que descobriu a cruz de Cristo, tendo o culto a Santa Cruz suplantado o de Santa Helena, dada a importância da cruz na Cristandade Medieval.

A devoção a Santa Cruz construir-se-ia entre os séculos II e VII, estendendo-se a todo o mundo cristão. Também aqui chegaria alguns séculos mais tarde, talvez na centúria de Quatrocentos. Porque também aqui se erguia um singelo templo, de invocação a Santa Helena, a mesma que emprestaria o seu nome à aldeia, num sinal de humildade, testemunhando uma vez mais, as qualidades demonstradas em vida.

O nome de Santa Cruz de Ribamar, cuja primeira referência data de 1517, era registado no então espaço ermo, onde nenhuma outra construção existiria, para além da azenha e do templo. Acompanhá-los-ia o mar, porque aqui também o mar tem mistérios. O mesmo mar que desafia os céus com as suas preces em gritos de clamor e de esperança, porque aqui também o mar chora e tem segredos.

O mesmo mar que ajudaria os pescadores e atrairia as gentes, sobretudo nos meses de Veráo, desde o início do século XIX. Testemunha-o a referência, em uma reunião da Câmara de Torres Vedras, que teve lugar a 1 de Outubro de 1828, ao facultativo Joaquim Teles de Miranda "cirurgião partidista desta villa [de Torres Vedras] auzente em banhos de mar no cítio de Santa Cruz".

O mesmo mar que inspiraria poetas e apaixonados e que, apreciado por Antero de Quental, seria confessado em alguns dos seus poemas como Justicia Mater ou Nirvana. Porque como sublinhou Fernando Pessoa, " a literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta".

O mesmo mar que, quando revolto, se identifica com Antero, denunciador de um pessimismo bebido na filosofia, sobretudo alemã, contaminando o doente desesperado. Porque aqui se encontram o infinito oceano e a pequenina onda instantânea que no poeta se ergue e logo se anula.

O mesmo mar que empresta a sua frescura à areia tórrida de Agosto. O mesmo mar brindado em tragos de magia na noite inventada. O mesmo mar, enfim, prenhe de sonhos e de magia, onde dizem cada noite gera um dia...

 

 

 

Texto: Carlos Guardado da Silva
Fotografias: Artur Henriques & Arquivo da Biblioteca Municipal de Torres Vedras
Publicado em: 2-Fev-2006

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Representação em azulejo da Azenha de Santa Cruz
A Capela de Santa Helena e o monumento a Antero de Quental
     
   
   
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